Ela observa a chuva, o frio toma conta de seu corpo, seu ser, mas ela não liga. Sente-se aliviada. Um relâmpago faz um risco no céu, uma luz que brilha na escuridão. Ela sai de seu abrigo e sente a chuva em sua pele nua. Sente a força. O mundo é apenas mais uma coisa a ser conquistada, não é mais uma ameaça, não é mais triste. Ela vai até a beirada do terraço, outro relâmpago, outra luz. Ela se sente segura agora, se sente a salvo. Fecha os olhos e da seu ultimo passo para a queda, para o infinito.